O cenário está montado:
Greve docente...
Greve discente...
Imprensa muda...
Notícias com pernas cumpridas se desencontram, entram e saem
das salas de aula; ora vazias, ora nem tanto. Invadem os corredores das redes
sociais.
Chega ser um desafio fazer um texto para explicar esse
cenário.
UFBA em greve, resultado:
Professores que discordam da greve insistem em dar aula;
alguns até desinformados que falam que viram, ontem, no jornal, que o sindicato
está dividido; uns querem greve outros não. Chega a ser cômico. Essa notícia é
mais velha que andar pra frente.
Alunos que não concordam com a greve dos alunos estão em
casa, tomando Nescau com biscoito, não aparece em uma reunião dos discentes e
vai para o Facebook dizer que a greve dos estudantes parece birra de criança.
O que eu acho incrível é a falta de fundamento da crítica
dessas pessoas. São professores e alunos de letras, que devem ter um gral de
consciência critica muito refinada, mas que pautam seus comentários em
“achismos” baratos.
Até que chaga uns e dizem: mas Tiago, agente tá meio perdido
nisso tudo porque cada um todo dia diz uma coisa e agente não sabe quem tem
razão.
Se nós não conseguimos ficar bem informados sobre uma coisa
que está acontecendo na nossa cara, como vamos dizer que temos uma boa formação?
Aluno autônomo foi o que eu li uma vez e que eu achei bem pertinente,
principalmente agora.
Não dá para agente sentar em frente à TV e esperar que o JN
nos deixe informados. “Num rola”
Fica aí a dica para quem “ainda” não é universitário.
Informação é a base do conhecimento.
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