Manobra


Como disse um professor meu e jornalista: a matéria jornalística tira todo o conteúdo poético do texto logo nas primeiras linhas da “lide”.
Longe de querer dar a esse texto uma cara jornalística, mas devido ao fato que é a base dessa publicação vamos lá:

Ontem, 12 de Junho de 2012, na praça das artes, no campus da Ufba, em Ondina, houve uma Assembleia Geral dos estudantes da Ufba, onde seria votada a composição do Comando de Greve Geral da Universidade.
Duas propostas foram levantadas:
       1.Todos os membros da diretoria do DCE (Diretório Central dos Estudantes), ou seja, 17 membros e mais 2 membros de cada comando local(cada curso).
                          2.Dois membro do DCE em mais 2 membro de cada comando local.

Durante toda a Assembleia foi questionada o papel de protagonista do DCE no Comando já que a greve não foi puxada pelo órgão e sim pelas bases dos Comandos Locais.
Claro que os DCEistas se inflamaram e com todo o indireito começaram a provocar os lideres dos Comandos Locais afim de reverter a situação.
O que me deixou PUTO foi o artifício usado pelos estudantes pró DCE, que é uma forma corriqueira do brasileiro para conseguir “Impor” seus interesses.

Burocracia
Os poucos estudantes que perderiam em votos pediram a contagem do CORUM e conseguiram que ‘Assembleia fosse apenas Consultiva e não Deliberativa.
Não estou questionando o direito que eles têm. Eu reconheço esse direito. Porém essa atitude mostra o tipo de pessoa que está envolvida em um movimento tão importante como esse.
percebe-se, assim, que são pessoas que estão dispostas 'APELAR para conseguir o que querem e só o que querem.
Isso não é uma disputa pessoal, e sim estudantes que devem lutar juntos para conseguir o mesmo fim que é o cumprimento dos pontos que foram estabelecidos em Assembleias anteriores.

Informação...


O cenário está montado:
Greve docente...
Greve discente...
Imprensa muda...
Notícias com pernas cumpridas se desencontram, entram e saem das salas de aula; ora vazias, ora nem tanto. Invadem os corredores das redes sociais.
Chega ser um desafio fazer um texto para explicar esse cenário.
UFBA em greve, resultado:
Professores que discordam da greve insistem em dar aula; alguns até desinformados que falam que viram, ontem, no jornal, que o sindicato está dividido; uns querem greve outros não. Chega a ser cômico. Essa notícia é mais velha que andar pra frente.
Alunos que não concordam com a greve dos alunos estão em casa, tomando Nescau com biscoito, não aparece em uma reunião dos discentes e vai para o Facebook dizer que a greve dos estudantes parece birra de criança.
O que eu acho incrível é a falta de fundamento da crítica dessas pessoas. São professores e alunos de letras, que devem ter um gral de consciência critica muito refinada, mas que pautam seus comentários em “achismos” baratos.
Até que chaga uns e dizem: mas Tiago, agente tá meio perdido nisso tudo porque cada um todo dia diz uma coisa e agente não sabe quem tem razão.
Se nós não conseguimos ficar bem informados sobre uma coisa que está acontecendo na nossa cara, como vamos dizer que temos uma boa formação? Aluno autônomo foi o que eu li uma vez e que eu achei bem pertinente, principalmente agora.
Não dá para agente sentar em frente à TV e esperar que o JN nos deixe informados. “Num rola”
Fica aí a dica para quem “ainda” não é universitário. Informação é a base do conhecimento.